segunda-feira, 19/10/2026

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Residência de suspeito detido pela PF conta com elevador de vidro, piscina e lareira; veja as imagens

Na Barra da Tijuca, um dos lugares mais nobres do Rio de Janeiro, a Polícia Federal deu um duro golpe contra o tráfico de drogas com a operação Backbone, realizada nesta segunda-feira (19). O…

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Na Barra da Tijuca, um dos lugares mais nobres do Rio de Janeiro, a Polícia Federal deu um duro golpe contra o tráfico de drogas com a operação Backbone, realizada nesta segunda-feira (19). O foco da ação foi uma casa de luxo que pertencia a um dos alvos da operação, onde os agentes encontraram um elevador de vidro transparente, piscina e uma lareira cujo valor é estimado em R$ 6 mil.

Além das extravagâncias, a PF apreendeu armas, dinheiro em espécie, joias e relógios de alto valor no local. A operação resultou na prisão do traficante Marcinho VP, além de sua esposa e um de seus filhos. O imóvel também revelou uma conexão política, com a presença de santinhos do deputado estadual eleito Márcio Canella, que foi detido na semana anterior como parte da Operação Unha e Carne.

As investigações indicam que o homem preso estava ligado a uma empresa provedora de internet, supostamente associada ao Comando Vermelho. Outros alvos da operação incluem Márcia Gama Nepomuceno e Lucas Santos Nepomuceno, que também foram detidos sob mandados expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Até o momento, 19 mandados de prisão foram cumpridos, incluindo o vereador do Rio de Janeiro, Fabio Silva, que foi encontrado em Londrina, no Paraná. Marcinho VP, que já se encontrava encarcerado, também teve um mandado contra ele. A investigação busca desmantelar uma rede de provedores que, segundo a PF, está envolvida em atividades ilícitas nos complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão, além de lavar dinheiro para o tráfico.

A PF destacou que Marcinho VP ainda controla as atividades empresariais em seus territórios, contando com a ajuda de familiares e outras lideranças do crime. Os lucros obtidos eram disfarçados em empresas de eventos, publicidade e imóveis de alto padrão, frequentemente pagos em dinheiro vivo e criptoativos.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) será notificada para cassar as licenças e interdir os provedores envolvidos, garantindo que os moradores das áreas afetadas não fiquem sem acesso à internet. A Polícia Federal revelou que traficantes ameaçam e agem com violência contra operadoras regulares, obrigando a população a contratar a chamada “internet do tráfico”, que representa uma parte significativa da arrecadação do grupo criminoso.

Os envolvidos na operação poderão enfrentar diversas acusações, incluindo extorsão e lavagem de dinheiro. Essa ação faz parte da Força-Tarefa Missão Redentor II, que visa combater as organizações criminosas que operam no Rio de Janeiro, seguindo as diretrizes do Supremo Tribunal Federal.