No último domingo (18), o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, foi palco de uma situação inusitada envolvendo a prefeita de Belford Roxo, Mariana Malta, e o deputado estadual eleito Márcio Canella, que está detido após a Operação Unha e Carne 8 da Polícia Federal. A visita da prefeita, que se apresentou como advogada, gerou repercussão e levantou questões sobre possíveis irregularidades nas visitas a presos.
Márcio Canella, do União Brasil, está sob investigação por supostas ligações com uma organização criminosa que operava uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio, usada para lavagem de dinheiro. Ele foi um dos candidatos mais votados nas últimas eleições, mas sua carreira política está agora envolta em controvérsias.
A Secretaria Estadual de Polícia Penal (Seppen) confirmou que, ao descobrir a verdadeira identidade de Mariana, notificou a Polícia Federal, o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Além disso, uma investigação interna foi aberta para apurar a conduta dos policiais penais que permitiram a visita.
Mariana Malta, que atuou como assessora de Canella na Alerj por sete anos e foi sua vice-prefeita, assumiu a prefeitura após ele deixar o cargo para concorrer ao Senado. Contudo, o desdobramento das investigações o levou a desistir dessa candidatura e a se candidatar a uma vaga na Assembleia Legislativa.
A situação se complica ainda mais com a falta de respostas dos advogados de Canella sobre a habilitação de Mariana como advogada no caso. A Prefeitura de Belford Roxo e o União Brasil não se manifestaram até o momento, e o STF também não se pronunciou sobre a visita.
O que se sabe é que a relação entre Canella e Mariana transcende a política, mas agora, com as investigações em curso, o futuro deles e da gestão em Belford Roxo parece incerto.


