Na manhã desta quinta-feira (22), a comunidade de Nova Iguaçu foi abalada por um crime brutal: Valéria Silva de Jesus Lima, de 36 anos, foi assassinada a facadas, e seu marido, Maxwel de Souza Gomes, de 37 anos, foi preso em flagrante como principal suspeito. Durante o depoimento, Maxwel alegou que a esposa teria se ferido sozinha, uma versão que logo foi descartada pela polícia.
O delegado Nathan Aceti, da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, revelou que as investigações apontaram para a impossibilidade de Valéria ter causado sozinha as lesões. Com ferimentos no tórax e uma terceira lesão sob a axila direita, a situação ficou ainda mais clara, uma vez que Maxwel confirmou que a vítima era destra, o que inviabiliza a tese de automutilação.
Testemunhas, incluindo o padrasto de Maxwel, que é proprietário do local onde a tragédia ocorreu, foram ouvidas e corroboraram a versão de que o marido foi o responsável pela agressão. Valéria foi socorrida e levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiu aos ferimentos. O Corpo de Bombeiros foi acionado para recolher o corpo da mulher, que era mãe de seis filhos, sendo que os três mais novos vivem com o ex-marido.
Maxwel foi detido na UPA assim que a equipe policial chegou ao local do crime, onde também foi realizada uma perícia. Durante a investigação, os agentes encontraram o cabo de uma faca sem a lâmina, indício que pode ser crucial para o caso. A dor e a revolta da comunidade refletem o impacto desse crime hediondo, que deixou uma família dilacerada e uma população em busca de justiça.
Crédito da imagem: Valéria Silva de Jesus Lima foi assassinada em Nova Iguaçu



