sexta-feira, 23/10/2026

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Motorista de aplicativo ferido em tiroteio em apenas duas semanas de trabalho; investigação apura possível confusão com miliciano.

Na noite de quarta-feira (21), um trágico incidente abalou a comunidade da Colônia, em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. Luiz Fernando dos Santos, de 46 anos, um motorista de aplicativo que…

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Na noite de quarta-feira (21), um trágico incidente abalou a comunidade da Colônia, em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. Luiz Fernando dos Santos, de 46 anos, um motorista de aplicativo que havia começado a trabalhar na área há apenas duas semanas, foi baleado na cabeça enquanto dirigia. A informação foi confirmada por sua esposa, Renata Vianna, na manhã seguinte.

O ataque ocorreu na Rua Sampaio Correia, onde Luiz teve seu veículo fechado por dois homens armados em uma motocicleta, que dispararam contra ele. As marcas de bala na lataria do carro são um testemunho do violento crime. A Polícia Militar investiga a possibilidade de que Luiz tenha sido confundido com um miliciano, dada a intensa disputa entre facções criminosas na região, especialmente entre o Comando Vermelho e milicianos.

Renata compartilhou que Luiz havia optado por dirigir para um aplicativo de corridas após o fechamento de sua empresa de pet shop. “Ele estava tentando se reerguer e eu sugeri que ele começasse a fazer Uber, já que tinha habilitação para isso”, contou Renata, visivelmente abalada ao tentar visitar o marido no Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea.

O desespero tomou conta da esposa quando, por volta das 3h da madrugada, policiais bateram à sua porta para informar sobre o ataque. “Ele nunca deixava de responder minhas mensagens. Estava me esperando, mas acabei indo para casa pensando que ele estava em uma corrida”, relatou. Segundo os policiais, Luiz estava com um passageiro no momento do ataque.

Após receber os primeiros socorros no Hospital Municipal Lourenço Jorge, Luiz foi transferido para o Hospital Miguel Couto, onde segue internado em estado grave. Renata, ainda em choque, expressou sua angústia: “Eu sou apaixonada por ele. Preciso que o estado o acolha e que ele receba o atendimento necessário”. O caso está sob investigação da 32ª DP (Taquara), que já realizou uma perícia no local do crime.

Crédito da imagem: Luiz Fernando e a esposa, Renata Vianna