Em um caso que chocou a Zona Sul do Rio, quatro homens foram condenados a 15 anos de prisão pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, ocorrido em janeiro de 2026. Dois desses condenados, Vitor Hugo de Oliveira Simonin e Mattheus Veríssimo Zoel Martins, estão enfrentando novos processos relacionados a crimes sexuais cometidos contra menores nos últimos anos.
Vitor Hugo, que já responde a um processo no Tribunal de Justiça do Rio por uma acusação de estupro, também é alvo de investigação pela Delegacia de Atendimento à Mulher da Zona Sul. Neste último caso, uma adolescente, sob efeito de álcool, denunciou que foi forçada a realizar sexo oral durante uma festa em Humaitá, em 2025. Testemunhas corroboraram a versão da vítima, afirmando que Simonin tentou tocá-la sem consentimento em várias ocasiões.
Mattheus Veríssimo, por sua vez, já foi condenado por um crime semelhante. Ele é acusado de ter estuprado uma menina de 14 anos, em um caso em que, além dele, outro adolescente e um adulto estão envolvidos. O incidente, que ocorreu em 2023, também levanta questões sobre a reiteração de comportamentos violentos entre os jovens. Este mesmo menor envolvido no caso de 2023 está ligado ao estupro coletivo em Copacabana.
Gabriel de Oliveira Palmieri, de 24 anos, se entregou à polícia após ser indiciado pelo crime em junho deste ano. Seu caso está tramitando na 1ª Vara Especializada em Crianças e Adolescentes. As defesas de Mattheus e Gabriel não se pronunciaram sobre as acusações até o momento.
A situação revela uma preocupante rede de violência sexual entre jovens na região, levantando questionamentos sobre a eficácia das medidas de proteção a menores e os mecanismos de justiça. Neste contexto, a atuação das autoridades se torna ainda mais crucial para garantir a segurança e a integridade das vítimas. A Polícia Civil segue investigando os casos, com o compromisso de ouvir novamente as vítimas e dar prosseguimento às investigações.
Crédito da imagem: Vitor Hugo e Mattheus


