Em uma situação que reacende a dor de um passado trágico, João Velho, filho da conhecida apresentadora Cissa Guimarães, recorreu à polícia para investigar um perfil no Instagram que exaltou o condenado pela morte de seu irmão, Rafael Mascarenhas. O trágico acidente ocorreu em 2010, quando Rafael foi atropelado, e a dor da família ainda é palpável.
Na última sexta-feira (23), João compartilhou um vídeo pedindo ajuda da comunidade para localizar Giovanni Cavalcanti de Albuquerque, o autor da mensagem ofensiva. Ele enfatizou a importância de qualquer informação que possa acelerar o processo judicial. “Se vocês conhecem esse homem, por favor, me mandem alguma informação”, pediu João, ressaltando que a questão transcende divisões políticas.
O ator fez questão de deixar claro que sua busca por justiça não tem ligação com posicionamentos partidários. “Não importa se você é eleitor do Lula ou bolsonarista. O que importa é a necessidade de justiça”, disse ele durante a gravação.
O boletim de ocorrência foi registrado no dia 21 de outubro na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, classificando o caso como ameaça e apologia ao crime. A defesa de João solicitou que a Meta, empresa responsável pelo Instagram, forneça dados do perfil em questão para que o autor seja identificado. O advogado de João, Ricardo Brajterman, descreveu o comentário como “cruel” e “sórdido”, afirmando que ele toca em uma ferida muito sensível para a família.
O comentário que originou toda a confusão fez referência a Rafael Bussamra e seu passado como motorista, insinuando que ele poderia “atropelar a esquerda” nas próximas eleições. Após a repercussão negativa, Giovanni apagou a postagem, mas o estrago já estava feito.
João Velho expressou seu descontentamento, afirmando que a mensagem de Giovanni foi uma tentativa de explorar a dor da sua família. “Ele quer pegar na minha ferida mais aberta, que é a perda do meu irmão”, desabafou. Para ele, o respeito à memória de Rafael deveria prevalecer, mesmo em tempos de polarização política.
Com a notícia-crime protocolada, João e sua família esperam que a polícia consiga identificar o responsável e levar adiante a investigação. O advogado Brajterman reforçou que a liberdade de expressão não deve servir como desculpa para disseminar ódio e violência. “Nenhuma disputa justifica a agressão”, finalizou.



