sexta-feira, 30/10/2026

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Procuradora de Macaé é afastada por 30 dias após polêmica nas redes sociais envolvendo ataques a grupos específicos

Uma polêmica tomou conta de Macaé, no Rio de Janeiro, após a procuradora municipal Renata Pinto Rodrigues Pimentel Ribeiro fazer postagens nas redes sociais que geraram indignação. Na última terça-feira (27), ela afirmou que…

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Uma polêmica tomou conta de Macaé, no Rio de Janeiro, após a procuradora municipal Renata Pinto Rodrigues Pimentel Ribeiro fazer postagens nas redes sociais que geraram indignação. Na última terça-feira (27), ela afirmou que não promoveria mais políticas públicas para petistas, sugerindo ainda que empresários evitassem contratar artistas, pobres nordestinos e mineiros. As declarações, consideradas ofensivas, resultaram em sua suspensão de 30 dias e a abertura de um processo administrativo disciplinar.

Na postagem, Renata foi além, disparando comentários desrespeitosos sobre mineiros, afirmando que eles deveriam deixar Macaé e criticando a presença de pessoas de fora na cidade. “Petistas não vão trabalhar pra mim, não vou fazer mais política pública pra poder ajudar esse tipo de gente”, escreveu em um trecho, mostrando um descontentamento que rapidamente se espalhou pelas redes sociais.

A repercussão do caso levou a Polícia Civil a instaurar um inquérito para investigar as declarações da procuradora. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também se manifestou, ressaltando que a liberdade de expressão não justifica a discriminação e a hostilidade contra grupos por sua origem ou condição social.

Além das postagens atuais, publicações antigas de Renata também ganharam destaque, revelando um padrão de comportamento agressivo nas redes sociais. Em uma delas, feita em 2025, ela chegou a afirmar que “se pudesse, metralhava” pessoas de esquerda, o que intensificou a crítica pública em relação à sua conduta.

O Partido dos Trabalhadores (PT) de Macaé também se pronunciou, classificando as declarações da procuradora como um ataque à dignidade de cidadãos que vivem e trabalham na cidade. A Prefeitura, por sua vez, repudiou as declarações, enfatizando que elas não refletem os valores e a posição institucional do município.

Em defesa de suas ações, Renata afirmou que suas postagens estavam em perfis privados e alegou ter sido traída por pessoas próximas. “Eu tava de cabeça quente, realmente, quando eu mandei os nordestinos. Meu pai é mineiro, tá? Tava de cabeça quente, como milhares de pessoas fazem isso”, declarou, tentando justificar suas palavras. Ela também afirmou que não se arrepende de ter feito as postagens, considerando um ato covarde apagá-las.

A situação levantou um debate acalorado sobre preconceito e a responsabilidade de figuras públicas na condução de suas opiniões, especialmente em um momento em que a sociedade busca mais inclusão e respeito entre as diversas regiões do Brasil.