O deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) é novamente investigado pela Polícia Federal, que deu início à 2ª fase da Operação Castratio nesta terça-feira (27). O foco da operação são possíveis irregularidades em contratos de castração de animais, uma questão que já levantou várias suspeitas no Estado do Rio de Janeiro.
Um dos pontos que mais chamou a atenção dos investigadores é o crescimento do patrimônio do parlamentar, que, segundo a PF, aumentou impressionantes 665% nos últimos anos. Este aumento expressivo levanta questionamentos sobre a origem dos recursos e sua relação com os contratos que estão sob investigação, que totalizam quase R$ 200 milhões. Dentre as suspeitas estão peculato, corrupção e lavagem de dinheiro, com indícios de superfaturamento e fraudes em licitações.
Esta não é a primeira vez que Queiroz se vê no centro de um escândalo. Em maio, durante a primeira fase da operação, a PF apreendeu seu celular no Aeroporto Santos Dumont, quando o deputado se preparava para embarcar. Agora, a investigação avança, e a expectativa é de que mais detalhes sejam revelados em breve.
Nascido no Rio de Janeiro, em 1984, Marcelo Queiroz possui uma trajetória política que começou na Câmara Municipal, onde foi eleito vereador em 2012. Com uma formação educacional sólida, incluindo graduação em Direito e mestrado em Economia, ele também ocupou cargos de destaque em diversas secretarias do município e do estado. Em 2022, foi eleito deputado federal, após uma trajetória marcada por sua defesa da causa animal, um tema que, ironicamente, está no cerne das investigações atuais.
Queiroz se apresenta como um defensor da proteção animal e a idealização de programas de castração e vacinação, mas a PF investiga se sua aproximação com essa causa visava, na verdade, obter vantagens políticas e financeiras. Um dos principais alvos da investigação é a Consuvet, uma empresa que, após ser criada em 2021, firmou contratos milionários com a Secretaria de Agricultura. Os contratos, que somam mais de R$ 193 milhões, levantam ainda mais suspeitas sobre a conduta do deputado.
Além das investigações sobre os contratos, a evolução patrimonial de Queiroz está em pauta, e a PF busca entender se houve enriquecimento ilícito em meio a este cenário. O caso segue em apuração, e a população aguarda por esclarecimentos sobre a relação entre política e corrupção na gestão pública.



