quinta-feira, 22/10/2026

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Diretora de presídio é detida por restringir alimentação a ‘dois pedaços’ de proteína e cartaz pede ‘conscientização’ sobre o assunto

Um episódio alarmante veio à tona no Instituto Penal Oscar Stevenson, localizado em Benfica, na Zona Norte do Rio. Um cartaz afixado na entrada do refeitório das funcionárias estabelecia um limite rigoroso para a…

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Um episódio alarmante veio à tona no Instituto Penal Oscar Stevenson, localizado em Benfica, na Zona Norte do Rio. Um cartaz afixado na entrada do refeitório das funcionárias estabelecia um limite rigoroso para a quantidade de proteína nas refeições: “A proteína será somente dois pedaços, questão de conscientização.” Essa medida, que parece absurdamente restritiva, foi revelada como parte de uma investigação que culminou na prisão da ex-diretora da unidade, Graça Maria Silva de Souza.

A investigação indica que a diretora estava envolvida em um esquema de desvio de alimentos da unidade. Segundo informações obtidas pelo RJ2, Graça teria instruído um grupo de presas a carregar diversos itens alimentares em seu veículo, incluindo carnes, peixes, queijos e até produtos como óleo e achocolatados, todos limitados nas refeições das funcionárias. O cartaz, datado de setembro deste ano, agora se torna um símbolo das irregularidades que estavam ocorrendo nas dependências do presídio.

A situação chegou ao conhecimento das autoridades após uma denúncia que apontava para irregularidades na distribuição de alimentos. A Subsecretaria de Inteligência do Sistema Penitenciário, junto com a corregedoria da Secretaria Estadual de Polícia Penal, iniciou um monitoramento do caso. Durante a fiscalização, os agentes encontraram os produtos no carro da diretora, que não soube explicar sua origem e alegou que os alimentos seriam destinados a um centro espírita.

Graça Maria Silva de Souza foi presa em flagrante sob a acusação de peculato, um crime que se refere à apropriação indevida de bens públicos. Após sua detenção, a Secretaria Estadual de Polícia Penal confirmou seu afastamento e a abertura de um processo administrativo disciplinar. A situação gera preocupações sobre a gestão dos recursos dentro do sistema penitenciário e o impacto disso na segurança alimentar das funcionárias que atuam na unidade.