terça-feira, 20/10/2026

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Empresa de vereador detido promovia campanha eleitoral por meio de mensagens antes da votação

Uma reviravolta nas políticas locais do Paraná: o vereador Fábio Silva, do Podemos, foi preso nesta segunda-feira (19) durante a Operação Backbone da Polícia Federal, voltada para desmantelar uma rede de monopólio de internet…

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Uma reviravolta nas políticas locais do Paraná: o vereador Fábio Silva, do Podemos, foi preso nesta segunda-feira (19) durante a Operação Backbone da Polícia Federal, voltada para desmantelar uma rede de monopólio de internet ligada ao Comando Vermelho (CV). A prisão ocorreu em Londrina, onde Silva foi localizado após compartilhar sua localização em redes sociais durante uma viagem.

Fábio Silva é associado à Nort Telecom, uma empresa que, além de atuar no Complexo do Chapadão, na Zona Norte do Rio, foi alvo de investigações por enviar mensagens eleitorais favoráveis ao vereador durante a campanha de 2024. As mensagens incentivavam clientes a seguir o político nas redes sociais e mencionavam seu número de urna, o 20669, em um atendimento automatizado.

As denúncias não param por aí. Em 2024, o Ministério Público Eleitoral recebeu relatos de que clientes da Nort Telecom estavam sendo ameaçados com a suspensão de seus serviços de internet, caso não votassem em Fábio Silva. Isso desencadeou uma investigação por abuso de poder econômico e político, levando o MP a solicitar a cassação do mandato do vereador, embora ele tenha sido inicialmente absolvido em uma ação anterior por propaganda eleitoral irregular.

Ainda assim, o caso se complica com acusações de que ações de revitalização em comunidades estavam sendo feitas com a cor verde, a mesma da campanha de Silva. Barricadas e outros espaços públicos foram pintados, levantando suspeitas sobre a influência do Comando Vermelho nas atividades do vereador.

Com a Operação Backbone, a PF busca desarticular a estrutura de provedores que atuam em áreas dominadas pelo CV, onde práticas violentas, como cortes de cabos e incêndios, são utilizadas para eliminar a concorrência. As investigações revelam que esses provedores pagam uma tarifa ao grupo criminoso para operar, enquanto a PF também investiga o uso de empresas para lavagem de dinheiro.

Em meio a toda essa controvérsia, Fábio Silva negou qualquer ligação com práticas ilícitas e afirmou que sua defesa se manifestará após analisar os autos. Atualmente, ele se encontra no Centro Integrado de Triagem de Londrina, aguardando uma possível transferência para o Rio de Janeiro, que depende de autorização do Supremo Tribunal Federal.