Na tarde deste sábado (24), o Cemitério Nossa Senhora das Graças, em Duque de Caxias, se tornou um ponto de encontro para amigos e familiares de Ygor de Lima Gomes, de apenas 24 anos, que foi tragicamente morto a tiros. A comunidade se reuniu para prestar suas últimas homenagens ao jovem, que foi baleado no bairro São Bento, enquanto voltava de uma festa. Em um gesto de amor e solidariedade, muitos usaram camisetas com imagens de Ygor, relembrando seu sorriso e sua alegria.
A mãe do jovem, Marta Serafim de Lima, emocionada, destacou o caráter gentil e querido de Ygor. “Ele era maravilhoso, não tinha inimigo. Onde morava, todo mundo gostava dele. Ele sempre estava disposto a ajudar”, contou. A tia, Carla Lima, também fez questão de ressaltar a personalidade vibrante do sobrinho, afirmando que sua presença era marcada pelo amor de amigos que se reuniram para homenageá-lo com as camisetas.
Ygor foi alvo de disparos na última quinta-feira (22), quando voltava para casa na garupa da moto de um amigo. As câmeras de segurança registraram a cena, mostrando que ambos foram perseguidos por criminosos em uma moto vermelha, que dispararam várias vezes. O amigo de Ygor também foi atingido, mas seu estado de saúde é estável após ser hospitalizado.
Com um espírito trabalhador, Ygor vendia cestas básicas e kits de churrasco, circulando por várias áreas de Caxias para realizar suas entregas. Ele sonhava em construir uma vida ao lado de sua namorada, Giovana, com planos de mudar de casa e formar uma família. “Ele estava sempre pensando no futuro, queria muito juntar as coisas para a casa nova”, lembrou sua tia.
A investigação do caso está sob a responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). O boletim de ocorrência foi registrado como homicídio e tentativa de homicídio, mas a possibilidade de tentativa de assalto e outras linhas de investigação ainda estão sendo consideradas. A dor da perda é imensa para a família, que clama por justiça. “Não consigo entender a maldade que fizeram com meu filho. Apenas peço justiça e quero ver essas pessoas presas”, desabafou Marta, visivelmente abalada.

