terça-feira, 20/10/2026

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Jovem de 13 anos com leucemia espera por transplante de medula no Rio desde junho

Em São Gonçalo, um adolescente de 13 anos luta contra a leucemia e enfrenta obstáculos significativos para a realização de um transplante de medula óssea recomendado pelos médicos. O procedimento, solicitado em junho, ainda…

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Em São Gonçalo, um adolescente de 13 anos luta contra a leucemia e enfrenta obstáculos significativos para a realização de um transplante de medula óssea recomendado pelos médicos. O procedimento, solicitado em junho, ainda não foi autorizado pelo plano de saúde Klini Saúde, que gerou um verdadeiro pesadelo para a família do jovem. Além disso, a situação se complicou em agosto quando o contrato coletivo que cobria o tratamento foi suspenso pela operadora em conjunto com o sindicato dos servidores municipais.

A mãe de Lucas Mendes Pereira, Karinna, relata a frustração e a angústia vividas pela família em meio a esse desafio. Após o diagnóstico, Lucas passou por várias sessões de quimioterapia, mas, infelizmente, desenvolveu uma síndrome que afetou sua mobilidade e visão. “Eu não consigo fazer as coisas que eu gosto. Quero voltar a fazer essas coisas”, diz o adolescente, refletindo a dor e a esperança de um retorno à normalidade.

Karinna, que trabalha como servidora pública, se viu em um impasse após a suspensão do contrato do plano de saúde. O novo plano oferecido pelo sindicato não aceitou Lucas como dependente, e a família não conseguiu viabilizar um novo plano individual. Com isso, as dificuldades financeiras para arcar com o tratamento começaram a surgir, levando a família a fazer rifas e buscar outras formas de ajuda.

Apesar de uma decisão judicial que determinou a continuidade da assistência médica, o transplante ainda não ocorreu. A Justiça já havia estabelecido um prazo para que a Klini Saúde reativasse o plano do menino, mas a espera continua angustiante. Karinna destaca a complexidade da situação: “Eles estão dificultando tudo. Não sei se querem que eu desista. É desgastante, porque é um direito do meu filho”.

O caso de Lucas é um exemplo da importância da continuidade do tratamento em casos graves, conforme explica a professora de Direito Constitucional da Uerj, Juliana Cesario Alvim. “Interromper o tratamento pode comprometer a saúde do paciente. Casos de risco à vida precisam ser tratados com prioridade”, pontua a especialista.

A Klini Saúde não respondeu aos pedidos de esclarecimento sobre a situação até o fechamento desta matéria, e a família permanece na expectativa por uma solução que garanta o tratamento necessário para Lucas. No coração da luta, a mãe expressa seu desespero: “É brincar com a vida de alguém. Quem é mãe sabe o que eu estou sentindo”.