sexta-feira, 16/10/2026

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Mãe denuncia ex-marido por levar filha de 7 anos a São Paulo sem permissão; caso está sob investigação policial

Uma situação preocupante envolvendo a custódia de uma criança de 7 anos está chamando a atenção em nossa região. Uma mãe, Marcelle Santos Cruz, de 31 anos, acusa o ex-marido, Deluan Santos da Cruz,…

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Uma situação preocupante envolvendo a custódia de uma criança de 7 anos está chamando a atenção em nossa região. Uma mãe, Marcelle Santos Cruz, de 31 anos, acusa o ex-marido, Deluan Santos da Cruz, de ter levado a filha para São Paulo sem sua autorização e de impedir o contato entre as duas. O caso, que já é investigado pela Polícia Civil como subtração de incapaz, levanta questões sérias sobre direitos parentais e comunicação entre os ex-cônjuges.

Segundo Marcelle, a filha foi deixada na casa de uma tia paterna em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, para passar o feriado do Dia das Crianças com o pai. O combinado, segundo informações da mãe, era que a menina retornaria na segunda-feira (12). No entanto, a devolução não ocorreu, e a contadora começou a se preocupar quando não obteve respostas do ex-marido sobre a volta da criança.

O desespero aumentou quando, na terça-feira (13), ao buscar informações na escola da filha, Marcelle descobriu que Deluan havia comparecido à instituição e solicitado documentos da criança, afirmando que a levaria para São Paulo com retorno previsto apenas para o dia 3 de novembro. “Eu não sabia de nada. Fiquei apavorada ao saber pela escola que ele tinha levado a menina”, desabafou.

Além da disputa pela guarda da criança, Marcelle afirma que o ex-marido condicionou a troca de informações sobre a filha a questões relacionadas à religião, gerando ainda mais tensão na relação. O pai é evangélico, enquanto a mãe frequenta uma religião de matriz africana, o que, segundo ela, gerou intolerância por parte de Deluan.

A situação se agravou com os registros de ocorrência feitos por Marcelle, que foram inicialmente encaminhados à 40ª DP, em Honório Gurgel, e posteriormente à Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV). O caso agora é tratado como subtração de incapaz, enquanto o advogado de Marcelle busca medidas legais para localizar e trazer a criança de volta.

O advogado Luiz Mantovani destacou a importância de agir rapidamente e já acionou o Plantão Judiciário para solicitar uma ação de busca e apreensão. Ele também classificou a conduta de Deluan como um exemplo de intolerância religiosa, o que será investigado pelas autoridades competentes.

É importante lembrar que Deluan possui um histórico de agressões, incluindo passagens pela polícia por injúria e lesão corporal, o que levanta preocupações adicionais sobre a segurança da criança. Enquanto a situação se desenrola, a comunidade fica atenta ao desfecho desse caso, que envolve não apenas o bem-estar da menina, mas também questões profundas sobre direitos parentais e respeito mútuo entre os pais.

Crédito da imagem: Marcelle e a filha, Eloah