A votação do segundo turno das eleições no Rio de Janeiro foi marcada pela tranquilidade e pela ausência de filas, mas a prorrogação do horário gerou confusão entre os eleitores. A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) para estender o prazo até as 19h, divulgada no último minuto, deixou muitos cidadãos sem conseguir votar, já que várias seções estavam fechadas.
O STF anunciou a prorrogação às 17h01, logo após o horário previsto para o encerramento da votação. Essa determinação visava atender os pedidos das campanhas dos candidatos à Presidência. Contudo, a prorrogação se aplicou apenas às seções onde as urnas ainda estavam abertas, resultando em frustração para aqueles que chegaram a locais onde a votação já havia sido finalizada.
Um total de cerca de 35 mil votos foram contabilizados após as 17h, mas a situação foi complicada para muitos eleitores no estado, onde 12.842.517 pessoas estavam habilitadas a votar. Em bairros como Copacabana e Humaitá, muitos cidadãos se depararam com locais fechados, mesmo após a nova decisão da Justiça. Em Duque de Caxias, uma mãe e sua filha que enfrentaram dificuldades com o transporte público chegaram a tempo, mas já encontraram a urna fechada.
Além disso, mudanças de última hora nos locais de votação também contribuíram para a confusão. No Jardim Sulacap, por exemplo, uma infestação de pulgas levou à transferência de 3 mil eleitores para um novo endereço, anunciado menos de 24 horas antes da eleição. Larissa Prado, que acompanhou sua avó, relatou que não soube da alteração até chegar ao local original. O aposentado Jader Neiva Melo também ficou surpreso ao descobrir a mudança por meio de sua irmã na noite anterior.
Na Zona Norte, em Brás de Pina, 1,8 mil eleitores enfrentaram a mesma situação, com transferências que geraram desconforto e surpresa. E para completar o cenário, em São Gonçalo, a falta de ônibus foi um obstáculo adicional. O segurança André Luis Pereira de Melo destacou as dificuldades que enfrentou para chegar ao seu local de votação, dependendo de uma única linha de ônibus que não passava.
Em resposta aos problemas de transporte, a Justiça Eleitoral determinou que as empresas de ônibus colocassem todas as suas frotas nas ruas, com a prefeitura responsável pela fiscalização. A expectativa é que esses ajustes possam melhorar a experiência dos eleitores nas próximas eleições, evitando que confusões como as vividas neste segundo turno se repitam.

