quarta-feira, 28/10/2026

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Novo resort de Willer Tomaz em ilha de Angra dos Reis promete atrativos como heliponto, spa e beach club

O sonho de um resort de luxo na Ilha José André, em Angra dos Reis, está criando polêmica entre ambientalistas e a comunidade local. O projeto, assinado pelo advogado Willer Tomaz, inclui uma gama…

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O sonho de um resort de luxo na Ilha José André, em Angra dos Reis, está criando polêmica entre ambientalistas e a comunidade local. O projeto, assinado pelo advogado Willer Tomaz, inclui uma gama de atrativos como piscinas, um beach club, spa e até heliponto. Contudo, a ilha está situada dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) de Tamoios, que visa preservar ecossistemas delicados da região.

No dia 20 de março, Willer Tomaz protocolou seu pedido ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para a construção, coincidindo com a publicação de um decreto pelo então governador Cláudio Castro. Esse decreto, que revogou planos de manejo das áreas de proteção, levantou suspeitas sobre a intenção do governo em flexibilizar as regras para ocupação em locais sensíveis do litoral fluminense.

O advogado não parou por aí: no mesmo dia, ele também solicitou um aumento na taxa de ocupação da Ilha Comprida, onde há uma disputa envolvendo o jogador Richarlison. A proposta inclui a construção de uma residência de grande porte, além de infraestrutura que poderia impactar ainda mais a região.

Apesar de ambos os pedidos terem sido feitos em um contexto de mudanças nas normas de proteção ambiental, até o momento, nenhuma das solicitações foi aprovada. A Ilha José André, que abriga florestas e manguezais, está sob a proteção de uma unidade de conservação que existe há cerca de 40 anos.

Especialistas e ambientalistas expressaram preocupação de que a revogação das regras poderia abrir espaço para construções em áreas que antes estavam fora do alcance do desenvolvimento. Vinte dias após o pedido de Tomaz, o novo governo, sob a liderança do desembargador Ricardo Couto, revogou o decreto de Castro, em resposta a intensos protestos.

Para o ex-governador, as alegações são infundadas. Ele afirmou que o decreto foi uma medida técnica e não visou beneficiar interesses específicos, garantindo que qualquer pedido subsequente deveria passar por análise rigorosa do Inea.

Enquanto isso, Willer Tomaz se mantém em silêncio sobre o assunto, e a disputa pela Ilha Comprida entre ele e Richarlison continua a ser um tema quente na região. A comunidade local observa atentamente o desenrolar dessa história, que pode impactar significativamente o futuro do turismo e da preservação ambiental em Angra dos Reis.