terça-feira, 27/10/2026

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Três policiais militares são condenados a até 63 anos de prisão por envolvimento com o ‘Novo Escritório do Crime

A Justiça do Rio de Janeiro tomou uma decisão impactante ao condenar três policiais militares envolvidos em um esquema criminoso conhecido como “novo Escritório do Crime”. Este grupo é acusado de práticas que vão…

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A Justiça do Rio de Janeiro tomou uma decisão impactante ao condenar três policiais militares envolvidos em um esquema criminoso conhecido como “novo Escritório do Crime”. Este grupo é acusado de práticas que vão desde sequestros e homicídios por encomenda até o tráfico clandestino de armas, incluindo armamentos que deveriam ter sido destruídos após apreensões.

O sargento Bruno Marques da Silva, conhecido como Bruno Estilo, foi sentenciado a impressionantes 63 anos de prisão. Ele foi considerado culpado por organização criminosa armada e comércio ilegal de armas. Já os outros dois réus, o capitão Alessander Ribeiro Estrella e o sargento Diogo Briggs Climaco das Chagas, receberam penas de 27 anos por participação em atividades ilegais semelhantes. Enquanto Bruno e Alessander permanecem sob prisão preventiva, Diogo poderá recorrer em liberdade.

Ambos os sargentos enfrentam a possibilidade de exclusão da Polícia Militar, uma vez que esgotem as opções de apelação, enquanto a situação de Alessander, por ser oficial, será analisada pelo Tribunal de Justiça, que determinará se ele também será expulso da corporação.

As investigações lideradas pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público revelaram que a quadrilha operava de maneira similar ao antigo grupo de extermínio sob o comando do ex-capitão do Bope, Adriano da Nóbrega. A denúncia inclui referências a pelo menos duas execuções brutais, ocorridas em plena luz do dia, sob a orientação de atividades criminosas.

Dentre os assassinatos citados, destacam-se os casos de Fábio Romualdo Mendes, assassinado em Vargem Pequena em setembro de 2021, e Neri Peres Júnior, morto em Realengo no mês seguinte. Os três policiais foram implicados em operações clandestinas de venda de armas, com Bruno Estilo sendo descrito como um dos principais responsáveis tanto pelo planejamento de homicídios quanto pela negociação de armamentos e munições.

Alessander e Diogo também foram acusados de fornecer armamentos que teriam sido desviados de apreensões policiais, com investigações revelando diálogos entre os policiais e membros do grupo criminoso. Até o momento, as defesas de Alessander e Diogo não se pronunciaram sobre a condenação, e a reportagem não conseguiu contato com a defesa de Bruno. A situação se desenrola em um cenário marcado pela crescente preocupação com a atuação de agentes de segurança no crime organizado.