sexta-feira, 23/10/2026

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Mudança na jornada de trabalho atinge 2,6 milhões de profissionais no RJ, segundo Sebrae

Uma mudança significativa está a caminho para os trabalhadores do Estado do Rio de Janeiro. O fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal para 40 horas devem impactar mais de 2,6…

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Uma mudança significativa está a caminho para os trabalhadores do Estado do Rio de Janeiro. O fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal para 40 horas devem impactar mais de 2,6 milhões de celetistas, conforme um levantamento realizado pelo Sebrae-RJ. Essa mudança está prevista na Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que estabelece a redução gradual da jornada de trabalho.

De acordo com os dados, cerca de 72,7% dos 3,6 milhões de trabalhadores com carteira assinada no estado estão inseridos nessa nova realidade. A maior parte deles, aproximadamente 1,3 milhão, está empregada em micro e pequenas empresas, que poderão se beneficiar do tempo de transição para reorganizar suas escalas e otimizar processos.

A primeira fase da mudança ocorrerá dois meses após a publicação da PEC, quando a carga horária máxima será reduzida para 42 horas, seguida pela redução para 40 horas um ano depois. O Sebrae-RJ aconselha os empresários a aproveitarem esse período para planejar e ajustar suas operações financeiras e de gestão de pessoas.

Entre as profissões mais afetadas estão aquelas que exigem jornadas longas, especialmente nas áreas de hotéis, comércio e construção civil. A pesquisa revela que 92,4% dos trabalhadores do setor hoteleiro e 92,2% do comércio estão acima das 40 horas semanais. Profissões como faxineiro e vendedor do varejo somam, juntas, centenas de milhares de trabalhadores nessa situação.

A análise também mostra que a maior parte dos trabalhadores que enfrentam jornadas excessivas são jovens e possuem menor escolaridade, refletindo uma realidade preocupante em termos de condições de trabalho. No grupo de trabalhadores com ensino fundamental incompleto, a maioria tem contratos que ultrapassam as 40 horas. Além disso, os dados indicam um contraste significativo nas remunerações, onde aqueles que trabalham mais horas têm um salário médio de R$ 3.158, enquanto os que estão dentro da carga regulamentar de 40 horas recebem em média R$ 8.098.

Na cidade do Rio, o número de trabalhadores com jornada longa chega a 1,28 milhão, mas proporcionalmente, regiões como o Centro-Sul e a Baixada Fluminense apresentam índices ainda maiores. Municípios como Itatiaia e Paraíba do Sul se destacam com altas porcentagens de trabalhadores em jornadas acima do limite estabelecido.

Essa transformação no ambiente de trabalho representa uma oportunidade de melhoria nas condições laborais, especialmente para aqueles que ainda enfrentam jornadas extensas e baixos salários. O desafio agora será garantir que essa mudança traga benefícios reais para os trabalhadores fluminenses.