sábado, 17/10/2026

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Novo caso de deputado em apuros no RJ reacende lembranças de prisões de 2018

Em um cenário que remete a um passado recente, o Rio de Janeiro se vê novamente diante de um caso que une política e justiça. A prisão do deputado estadual eleito Márcio Canella (União…

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Em um cenário que remete a um passado recente, o Rio de Janeiro se vê novamente diante de um caso que une política e justiça. A prisão do deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), na última quinta-feira (15), reacende lembranças da Operação Furna da Onça, que em 2018 resultou na detenção de cinco deputados reeleitos. Naquele momento, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) enfrentou o dilema de como permitir que parlamentares detidos assumissem seus mandatos.

Márcio Canella, que obteve 197.178 votos nas eleições de 2026, a segunda maior votação para deputado estadual no estado, foi preso durante a oitava fase da Operação Unha e Carne, que investiga uma suposta organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro através de postos de combustíveis. A Justiça, por sua vez, manteve sua prisão preventiva, o que gera incertezas sobre sua posse, prevista para fevereiro de 2027.

A situação atual de Canella ecoa o que ocorreu em 2018, quando André Corrêa, Luiz Martins, Marcus Abrahão, Marcus Vinícius Neskau e Chiquinho da Mangueira foram detidos sob suspeitas de corrupção logo após serem reeleitos. Na época, a Alerj buscou maneiras de garantir que esses deputados pudessem ser diplomados e tomar posse, mesmo em meio às investigações. Com o uso de procurações, os parlamentares foram diplomados e suas posses foram realizadas em locais onde estavam detidos, mas a questão gerou uma disputa judicial até que, em 2020, conseguiram assumir os mandatos.

Agora, com a prisão de Canella, o Rio de Janeiro se vê diante de um novo dilema. A manutenção de sua prisão pode levar a uma nova batalha nos tribunais sobre como proceder com a posse do deputado. Além disso, há também questionamentos sobre a validade de seu registro de candidatura, que foi contestado pelo Ministério Público Eleitoral, mas liberado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). Isso cria um cenário de incertezas que pode se desdobrar em diferentes direções.

Enquanto Canella se diz confiante na Justiça, a população fluminense aguarda as decisões que moldarão o futuro político do estado. O precedente estabelecido pela Operação Furna da Onça continua a influenciar a relação entre a justiça e a política no Rio, e o desfecho do caso de Canella poderá trazer novas lições sobre a integridade das instituições e a confiança dos eleitores em seus representantes.