sexta-feira, 16/10/2026

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Diário de Nova Iguaçu

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PF investiga aviso prévio a grupo associado a Canella sobre fiscalizações em postos de combustíveis

Uma investigação da Polícia Federal está revelando um esquema preocupante de corrupção e lavagem de dinheiro que envolve não apenas agentes públicos, mas também um deputado estadual eleito no Rio de Janeiro. A operação,…

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Uma investigação da Polícia Federal está revelando um esquema preocupante de corrupção e lavagem de dinheiro que envolve não apenas agentes públicos, mas também um deputado estadual eleito no Rio de Janeiro. A operação, que resultou na prisão do deputado Márcio Canella (União Brasil) e de outros envolvidos, indica que informações sigilosas sobre fiscalizações de órgãos como o Procon eram reveladas antecipadamente, permitindo que uma rede de postos de combustíveis burlasse as inspeções.

De acordo com a PF, essa prática ilícita tinha como alvo a rede de postos de combustíveis, com um detalhamento impressionante das operações. O policial civil Pablo Jukiá Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo, recebia informações detalhadas sobre os horários e locais das fiscalizações, o que dificultava a identificação de irregularidades. Ele contava com a ajuda de um advogado, Diogo Pacheco do Couto, que atuava como intermediário, recebendo dados de funcionários de órgãos reguladores.

Os episódios narrados pela PF mostram um fluxo constante de informações entre os envolvidos. Em um caso, Pablo foi alertado sobre uma fiscalização programada para um posto específico, recebendo desde o cronograma até os dados do veículo utilizado pelos fiscais. Com essa vantagem, o grupo poderia preparar suas defesas ou até mesmo esconder irregularidades antes que os fiscais chegassem.

Além de Canella e Pablo, o ex-secretário de Polícia Civil, Marcus Amim, também está entre os detidos. A PF aponta Amim como uma figura chave na proteção das atividades do grupo, que agora é acusado de movimentar R$ 7,64 bilhões em operações suspeitas entre 2020 e 2026. O esquema, que envolve a formação de cartel e práticas de corrupção, coloca em xeque a integridade de setores essenciais, como o de combustíveis, afetando diretamente o consumidor.

As defesas de Canella e Amim ainda não se pronunciaram oficialmente, aguardando acesso aos autos do processo. A situação é um retrato preocupante da intersecção entre política e crime no estado, levantando questões sobre a fiscalização e a transparência nas operações que afetam a vida de todos os cidadãos. A investigação continua, e a população espera respostas sobre a extensão e os impactos desse esquema criminoso.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — jorono (pixabay)