quinta-feira, 15/10/2026

24° Nova Iguaçu Garoa leve · máx 30° mín 23°

Diário de Nova Iguaçu

24° Nova Iguaçu Garoa leve · máx 30° mín 23°

Empresário de Amim é investigado por transações financeiras suspeitas, revela PF

A Operação Unha e Carne, que já vem movimentando o cenário político e policial do Rio de Janeiro, ganhou novos contornos com a prisão do ex-chefe da Polícia Civil, Marcus Amim, e do ex-prefeito…

Compartilhe:

A Operação Unha e Carne, que já vem movimentando o cenário político e policial do Rio de Janeiro, ganhou novos contornos com a prisão do ex-chefe da Polícia Civil, Marcus Amim, e do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella. As investigações revelaram que uma empresa de Amim e sua esposa recebeu quase R$ 1,8 milhão de uma companhia envolvida nas investigações, o que levanta sérias suspeitas sobre um esquema de corrupção.

De acordo com a Polícia Federal, os repasses mensais de aproximadamente R$ 70 mil para a Mamim Consultoria seriam uma fachada para pagamentos relacionados à proteção e influência do delegado. A investigação também revela que um posto de combustíveis ligado ao grupo adiantou R$ 1,62 milhão para a aquisição de uma casa em Camboinhas, Niterói, avaliada em R$ 3,28 milhões.

Amim foi detido na última quinta-feira (15), em uma operação que resultou na prisão de outras cinco pessoas, incluindo Canella, que se destacou como o segundo deputado estadual mais votado do Estado nas últimas eleições. As defesas dos envolvidos optaram por não se manifestar até terem acesso aos autos do processo.

Os investigadores apontam que a ADM Oil, uma central de movimentação financeira do grupo, foi responsável por transferências que sustentaram essa consultoria fictícia. A quebra de sigilo bancário revelou que entre abril de 2024 e maio de 2026, foram realizados pagamentos recorrentes totalizando R$ 1,821 milhão, levantando a suspeita de que a consultoria servia apenas como uma cortina de fumaça para encobrir atividades ilegais.

A compra da casa em Camboinhas foi realizada em um contexto bastante obscuro, com pagamentos em espécie e transferências feitas por um posto de gasolina, o que levanta questões sobre a origem dos recursos. A situação é ainda mais complicada pela descoberta de que Amim tinha participação oculta em empresas ligadas a policiais civis que também foram presos.

As movimentações financeiras analisadas pela PF indicam uma rede complexa de lavagem de dinheiro, com um total de R$ 7,6 bilhões sendo investigados. Além das prisões, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão em diversos municípios do estado. A operação tem como objetivo desmantelar um esquema que parece ter raízes profundas na corrupção do serviço público fluminense.

Com a repercussão do caso, a população fluminense aguarda ansiosamente por mais desdobramentos e a possível responsabilização de figuras proeminentes que, supostamente, utilizaram suas posições de poder para proteger práticas ilícitas.