quinta-feira, 15/10/2026

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Diário de Nova Iguaçu

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Polícia Federal investiga policiais suspeitos de extorsão e irregularidades em postos de combustíveis na região

A Polícia Federal (PF) deu um duro golpe em um esquema de corrupção que envolve a compra irregular de postos de combustíveis no estado do Rio de Janeiro. Na quinta-feira (15), a PF prendeu…

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A Polícia Federal (PF) deu um duro golpe em um esquema de corrupção que envolve a compra irregular de postos de combustíveis no estado do Rio de Janeiro. Na quinta-feira (15), a PF prendeu o deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil) e o ex-secretário estadual de Polícia Civil, Marcus Amim, durante a oitava fase da Operação Unha e Carne.

A investigação começou a partir do depoimento de um ex-sócio que revelou como os policiais civis adquiriram postos de combustíveis de maneira parcelada, mas deixaram de pagar as dívidas, utilizando ameaças para manter o controle dos negócios. O ex-sócio, identificado como José Carlos Alves de Souza Júnior, disse que foi intimado a desistir de cobrar o que lhe era devido, o que revela a gravidade da situação e a intimidação que muitos enfrentam ao se opor ao esquema.

Os investigadores apontam que Canella tinha um papel crucial na articulação política do grupo, enquanto Amim, em sua posição de destaque na segurança pública, oferecia proteção institucional para as operações suspeitas. O depoimento do ex-sócio também sugere que, ao tentar reivindicar seu dinheiro, ele passou a ser alvo de fiscalizações por órgãos reguladores, o que mostra como o poder era utilizado para intimidar e silenciar aqueles que se opunham ao esquema.

A Operação Unha e Carne não é nova; ela começou em 2025, inicialmente investigando vazamentos de informações sigilosas de ações policiais. Desde então, a operação se expandiu, revelando uma rede complexa de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de cartel, com movimentações financeiras que chegam a impressionantes R$ 7,6 bilhões. O impacto disso em nossa região é alarmante, uma vez que envolve não apenas figuras políticas, mas também a integridade de serviços essenciais, como os combustíveis.

Além de Canella e Amim, outros quatro policiais civis foram presos, e a Justiça determinou buscas em 112 empresas ligadas ao setor de combustíveis. A defesa de Canella expressou confiança de que a verdade prevalecerá, enquanto a equipe de Amim espera acessar todos os detalhes da decisão judicial para se defender adequadamente.

Essa operação ilustra um problema sério que afeta não só a política, mas a vida cotidiana dos cidadãos, que frequentemente são os mais prejudicados por esse tipo de corrupção. O que se espera agora é que as investigações avancem e que a população tenha a chance de ver os responsáveis por esses crimes sendo devidamente punidos.